domingo, 17 de abril de 2011

Morte da filosofia e os "especialistas"

Se você não sabe, caro leitor, a filosofia está morta. E o fato mais nefasto da morte da (ou falta de) filosofia e do pensamento reflexivo é que grande parte das pessoas passam a considerar que as coisas do mundo, que poderiam ser alvo de reflexão, são dadas. Nesse sentido, tanto as instituições como o conhecimento científico se tornam paradigmas inalienáveis. Isso é o que ensejará de vez a morte da sabedoria e do espírito humano (se é que isso já não ocorreu).

Eu posso até escrever bobagens aqui, ou pelo menos o que muitos "pensadores de peso" ou filósofos profissionais/acadêmicos podem achar ser bobagem, principalemente em se tratando de alguém que não tenha tido contato direto com grande parte do vasto material intelectual produzidos pelos filósofos através dos tempos (não tive contato AINDA, diga-se de passagem). Mas, como não há uma definição exata e científica do que faz um filósofo ou mesmo o que é de fato a filosofia (e isto está correto, pois a filosofia NÃO tem objeto, NÃO tem método, é uma forma de usar a razão diferente da ciência) e, assim como Nietzsche dizia, um filófofo não tem muito cuidado ao refletir sobre algo (pelo caráter da filosofia), eu penso, e espero que minha imersão no mundo acadêmico não mude essa idéia, que especialistas, estudiosos de filosofia não são filósofos de fato. Estou falando dos acadêmicos que se especializam na obra de um autor e ficam bitolados, parecendo que não tem um pensamento próprio. Vem um desse e diz garbosamente: "Sou o maior especialista em Kant do Brasil!". Isso de fato é um mérito. Mas quanta mediocridade! Não há método em filosofia, mas se existisse um meio exato de fazer filosofia, para mim não seria mera interpretação, releitura e/ou reprodução do pensamento de outrem. Assim, o academicismo é um dos principais algozes da filosofia!

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