Assim como Zaratustra, da obra de Friedrich Nietzsche "Assim falava Zaratustra", começo a escrever neste blog. Escrevo porque preciso escrever, assim como Zaratustra desceu de sua montanha para espalhar sua sabedoria, se sentindo como uma abelha carregada de mel a ser espalhado.
Não, não me acho o sábio dos sábios, só uma pessoa que questiona o inquestionável. Inquesionável não porque não se deve questionar, mas porque as pessoas não se preocupam mais em questionar, vivendo suas suas vidas por tabela, ao sabor das contingências de seu tempo e espaço. Muitas coisas que antigamente eram facilmente questionáveis, em nosso tempo, se tornaram inquestionáveis. Algo deveras paradoxal num tempo em que a razão se torna hegemônica. A ciência tem emperrado, amordaçado o pensamento humano. A utilidade do conhecimento pretendido por Bacon foi longe demais. O academicismo ata nossas vontades. Somente os títulos importam.
Desta feita, apesar de estar a iniciar o curso de Filosofia pela UFMG, este blog não se volta ao academicismo. Meu objetivo é mostrar a diferença entre ser um filósofo e um estudante de filosofia. A filosofia acadêmica está enclausurando os livres pensadores do mundo. Assim como Zaratustra, hoje a filosofia é uma asceta na montanha, e precisa se mostrar para o mundo. Não temos que buscar uma utilidade de mercado para a Filosofia. A Filosofia é muito maior e mais antiga que isso. Ela tem que mostrar a humanidade que outro mundo é possível, porque outras formas de pensar são possíveis. Como disse Saramago (muitos dos bons filósofos dos últimos tempos foram escritores), é urgente voltar à filosofia e à reflexão.
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